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Perigo de Incêndios no Buçaco

Pensar no Luso, no concelho da Mealhada, na região bairradina ou mesmo na região centro de Portugal, implica necessariamente pensar no Buçaco, na sua mata e na zona florestal circundante.

O Buçaco é uma das mais importantes jóias turísticas desta região. Como quase todas as jóias, o Buçaco corre permanentemente muitos riscos. Neste caso um dos mais prementes e radicais é o perigo de incêndio. E esse perigo tem vindo a aumentar extraordinariamente nos últimos anos, e a exposição a esse perigo já não se reduz apenas a alguns dias dos meses mais quentes e secos de cada Verão, mas estende-se cada vez mais ao longo de todo o ano, talvez devido ao aquecimento global e aos cada vez mais frequentes e prolongados períodos de seca que assolam a zona mediterrânica da Europa.

Ciente disso, a ADELB tem tomado várias iniciativas com vista à defesa da floresta do Buçaco e arredores. No âmbito da sua apresentação pública a ADELB reuniu-se com diversas entidades públicas e privadas, às quais teve oportunidade de sensibilizar, sem excepção, para os problemas ambientais do Luso e Buçaco e para os perigos que ameaçam a Mata e o perímetro florestal.

Em 23 de Junho de 2003 (n/ofício nº 34) foi pedida a colaboração dos Hotéis Alexandre Almeida, na pessoa do Dr. António Rocha que demonstrou grande compreensão para a problemática dos incêndios. Em agradecimento aos trabalhos de limpeza efectuados na Avenida Emílio Navarro de Luso, foi remetido o nosso ofício n.º 44, de 9 de Novembro.

Dada a fraca receptividade manifestada pelo engenheiro administrador da Mata Nacional do Buçaco, em 6 de Agosto de 2003 (oficio n.º 37) a ADELB comunicou ao Dr. Durão Barroso, Primeiro-Ministro de Portugal, as preocupações que nos assolam nesta matéria, nomeadamente quanto ao degradado estado das vias florestais, o abandono e desordenamento da floresta e a mais do que deficitária vigilância e segurança do perímetro.

                     

 

Sendo certo que ali se encontra uma das mais categorizadas instalações hoteleiras da região centro, o Palace-Hotel, alertou-se para o lamentável espectáculo a que os turistas têm acesso (aliás, dificilmente),

 

                         

Acessos ao mais conhecido mirante do Buçaco

Em resposta, em 13 de Agosto, o Gabinete do Primeiro-Ministro informou que o assunto foi nesse mesmo dia submetido à consideração do Ministério das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente e do Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e das Pescas (no final dessa época estival o Buçaco veio a merecer a visita dos primeiros-ministros de Portugal e da Espanha, Dr. Durão Barroso e Dr. José Maria Aznar). Ao mesmo assunto se referiu expressamente o Ministro das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente, que informou em 25 do mesmo mês que o assunto passaria a ser tratado pelo Gabinete do Secretário de Estado do Ordenamento do Território. Em 6 de Agosto de 2003 a ADELB informou o Ministério da Administração Interna (oficio nº 38) e o Ministério da Agricultura e Pescas (oficio n.º 39) das preocupações da Associação relativamente aos incêndios no Buçaco.

No seguimento de comunicação efectuada ao Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil acerca das necessárias medidas de defesa da floresta, a Câmara Municipal da Mealhada informou, em 2 de Setembro de 2003, que essa defesa é da responsabilidade da Direcção Regional de Agricultura da Beira Litoral (DRABL), não tendo a Câmara Municipal qualquer jurisdição sobre o território da Mata Nacional do Buçaco, todavia toda a vigilância estava garantida, sob a coordenação da Câmara e dos Bombeiros Voluntários da Mealhada e da Pampilhosa.

Em idêntico sentido se pronunciou a Câmara Municipal de Mortágua (oficio 4656, de 20 de Outubro de 2003).

Em 5 de Setembro de 2003 o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil informou a ADELB de que a defesa da Mata extravasava o âmbito de intervenção daquele serviço, mas reencaminhou o assunto para as autarquias locais (que como vimos também descartaram responsabilidades) e para o Centro Distrital de Operações de Socorro.

Em 9 de Novembro de 2003, no seguimento da visita ao Buçaco dos primeiros-ministros de Portugal e Espanha foi solicitado àquele que se providenciasse a limpeza da Mata dada a proximidade do Euro/2004. Dessa tarefa foi encarregado o Ministério das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente.

No mesmo âmbito foram promovidas acções de limpeza, pintura, iluminação da vila de Luso, com resultados bastantes animadores, tendo sido remetidas missivas de reconhecimento às entidades públicas e privadas envolvidas.

Em Abril de 2004, foi contactado via ofício, o Sr. Comandante da Região Militar Norte, tendo em vista a disponibilização de meios para serem efectuados diversos serviços de prevenção contra potenciais incêndios que ocorressem no Verão que se aproximava face ao estado de degradação e intransitabilidade em que se encontravam diversas estradas em maquedame, impedindo, sendo caso disso, o acesso aos meios de transporte e combate aos incêndios.

Contacto também em Abril de 2004, via ofício, com o Sr. Comandante do Regimento de Engenharia nº 3 sito em Paramos-Espinho, tendo em vista uma outra alternativa para a disponibilização de meios para os mesmos fins já imediatamente antes referidos. Correspondência enviada ao Sr. Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, Dr. Rui Nobre Guedes, dando a conhecer e alertando para as necessidades existentes no Perímetro Florestal do Buçaco para fazer face ás ameaças de incêndio.

Num caso foi-nos comunicado ter sido enviado o nosso ofício para análise integrada na Ordem Preparatória do Contributo do Exército para a Prevenção, Detecção e Combate aos Fogos Florestais. Noutro que já não existiam meios disponíveis para a época de 2004 uma vez que os existentes já se encontravam atribuídos a outras zonas florestais.

Apesar destas dificuldades, na sequência de uma intervenção radiofónica da ADELB no programa da Antena 1 “Música no Coração” do Sr. Carlos Alberto Moniz, no dia 13.09.2003, no qual também estava em antena o Sr. Director-Geral das Florestas, Engº. António Sousa Macedo, constatámos que, depois de vários anos de completo abandono, o que até aí parecia impossível foi realizado oito dias depois tendo sido iniciadas diversas intervenções de prevenção com recurso a pessoal deslocado de Góis e Arganil que principiaram à volta do muro da Mata do Buçaco mediante a limpeza de uma faixa de protecção de cerca de seis metros de largura a toda a sua volta – tendo na altura sido corrente vislumbrar-se junto à mata alguns pontos de fumo respeitante à queimada dos resíduos resultantes -.

Posteriormente tais trabalhos estenderam-se à Serra do Buçaco, através da reabertura de alguns aceiros, arrifes, limpeza de margens laterais a diversas estradas, etc., havendo ainda muito a fazer mas que nos apraz registar porque é demonstrativo de que o Buçaco não está totalmente esquecido, revelando-se de fundamental importância o estado de permanente alerta que a ADELB demonstrou, demonstra e deve continuar a demonstrar no futuro.

Contudo e como contra factos não há argumentos, ilustram-se a seguir exemplos de resíduos abandonados após os trabalhos de limpeza na Serra do Buçaco, por sinal excelentes combustíveis, que não devem ser abandonados nem serem geridos desta forma, pois desde 2004 que lá estão.

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Isto comprova o muito mau.

A existência de situações piores comprovam o péssimo que só não passará a desastroso se se verificar a sua rectificação atempada.

 
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